I

BEJÁ OU SIMPLESMENTE BEIJÁ

Max Brandão Cirne

 

 

  

 
A grafia correta certamente não deve ser aqui discutida, se “Bejá” ou se “Beijá”. O certo é que certamente e provavelmente se trata de uma corruptela da pronunciação enviesada dos sertanejos e do povo de Itiúba, quiçá até mesmo a ausência de um domínio linguístico. Fato é que, o dito era conhecido. Fumante inveterado, era visto invariavelmente mascando aquele charutão entre dentes mau cuidados. Bejá não falava coisa com coisa que pudesse ser compreendido, tamanha a sua gagueira e displasia. Era um gago daqueles de arrepiar.
       
Sabe-se que o Bejá costumava postar-se no Bar do Carlos Pires, sendo exímio intermediário de prostitutas para a farra de alguns cidadãos insuspeitos. Eram as equivalentes “garotas de programa” daqueles tempos idos. Vivia de pequenos favores e, muitas vezes servia como carregador de pacotes. Bom sujeito. Era sempre voluntário para a intermediação de mulheres de vida fácil.





 

 

 

 

                                                                                                    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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