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ITIÚBA, NOSSO CHÃO

Humberto Pinto de Carvalho

 

 

 
Itiúba, beirando 80 anos de idade como cidade, continua abençoada pelo Criador com sua topografia encantadora. Lamentável é constatar não existir um órgão atuante para cuidar da logística voltada para o turismo local. Carnaval não basta para atender boa parte dos amigos de Itiúba. É um paradoxo ou talvez possa ser considerado um vestígio da época do Império – um manda e todos obedecem. Qualquer que seja o motivo soa como algo incomum para os dias de hoje, quando estamos engajados online para analisar, produzir novidades e riquezas com os ingredientes do nosso passado.

Nota-se que as redes sociais vieram para ficar. Até o acréscimo da letra “E” no final do nome internet é assunto para discussões acaloradas. Ocupamos com a ONG SERRA DE ITIÚBA os espaços que possam destacar nossos trabalhos recheados de orgulho e razões mil associados a paixão e emoção, quando misturamos tudo isso na divulgação, sem nada cobrar dos poderes públicos.

Cumprimos uma meta voltada para o resgate da memória história e eternizar as lembranças desta terra nunca esquecida por nós nativos e por aqueles que escolheram nosso município como seu. Sempre respeitando os direitos individuais, quando escrevemos sobre os itiubenses, mesmo assim, precisamos que as pessoas influenciadas pelo ambiente e/ou por falta de interesse sobre o passado discordem e critiquem.

A história de uma cidade é sempre o retrato dos grandes feitos, que marcaram os rumos e nos legaram uma sociedade alegre e multifacetada.  Hoje dependemos dessas atitudes para enfrentar o presente ao compartilharmos as discussões, quer seja discordando ou elogiando. Assim, ajustamos o comportamento ao ouvir ou afirmar o certo ou errado sobre o que sabemos. Ao mesmo tempo, queremos viver para aprender, esquecer e reaprender com os fatos e atos construídos para separar conscientemente o conhecimento do poder de mando.

Cabe a nós, pobres mortais, ponderar e entender a distância entre a formação cultural e a personalidade que herdamos dos tempos, que o nome de batismo era escolhido no Almanaque Capivarol, entre os nomes dos Santos de cada dia. Diferente do presente onde as famílias focam as novelas televisionadas a procura dos nomes sonoros para seus descendentes.

É legitimo atingir o patamar da informação, quando temperado com sabor de sentimentos verdadeiros e saber que nem sempre a unanimidade é boa.

 

                                                                                                

                                                                                             

 

                                                                                                    

 

 

 

 

 

 

 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


fpcarvalho@globo.com