I

SILENCIA A SONORIDADE ESPLÊNDIDA DO ROBERTO

Egnaldo Paixão

 


 

 

Poucos o conheciam pelo nome de batismo e de registro: Wilson!
Bem mais jovem do que eu, quando o conheci já era ROBERTO,
moço humilde, batalhador, fadado ao crescimento!

...

Lembro-me de sua boite, que a juventude itiubense
a denominou 42. Tinha luz negra, era boa para se dançar
e ele preparava, dentre outras bebidas, um Cuba Livre,
com o gosto agradável que ninguém fazia...

O Cantor Roberto Carlos estava na moda (aliás, nunca saiu),
e na boite do Roberto era o que se ouvia...

Anos 70... Golden Boys, Lafayette, Renato e Seus Blue Caps...
esses cantores eram ouvidos já em som depurado na boite do Roberto.

Nascia aí um dos maiores empresários da Bahia,
na área de sonorização.

E daí para cá, ele só fez aumentar
a capacidade e investimento de sua vasta aparelhagem.

Ele podia não comprar uma camisa, um par de sapatos
que achasse bonitos, mas, não tinha novidade sonora
lançada no mercado que o Roberto não comprasse...

Tanto, que o seu som é considerado um dos mais possantes
da Bahia e do Nordeste.

Chegou a uma altura, que nem ele mais o armava,
sem a presença de um técnico.

Hoje, chegou a notícia do seu falecimento.
Minha primeira reação foi manter-me em silêncio.

Depois, me perguntei: qual som tomará, de alegria, a praça?
WILSON ALVES DE CARVALHO, foi levar
música para outra esfera...

 

                                                              

 

 

 

 

 

 

 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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