I

ANTÔNIO MACAMBIRA

Max Brandão Cirne


 

 

                                                    

                                       
Quem nasceu lá pras bandas de Itiúba sabe de quem estamos falando. Trata-se de um cidadão nascido e criado na cidade, funcionário público do Estado, com assento de trabalho no Fórum Local, Palácio da Justiça, sendo ele  conhecido dos quatro cantos da cidade.

Quem conhece o popular “Macambira” pode dizer que conhece um dos maiores patrimônios da terra, orgulho da turma da esquina e, dos apreciadores de longos e bons bate papos. Macambira é assim. Aliás, seu nome verdadeiro atende pelo sugestivo ANTONIO BARBOSA.

Conhecido de há muito, Macambira e uma dessas pessoas que acalentam muitos sonhos. Em todas as esquinas de sexta a sexta, chovendo ou fazendo sol, descambando granizo ou caindo tempestade, “Macambira” pode ser facilmente encontrado pelas ruas da cidade em longas conversas, dessas intermináveis, verdadeiramente atualizadoras de notícias desconhecidas, ou de pessoas que ainda não caíram no vulgo.

“Macambira” é para surpresa de muitos, um crente em Jesus, convertido e batizado segundo a Bíblia Sagrada na Igreja Batista de Itiúba a qual tive a honra e o privilegio de dirigi-la por algum tempo, trabalha com meus amados irmãos e reorganizar o que tem de ser. Tanto é verdade que, anualmente o Macambira organiza um quadro na Igreja mostrando a história dos Batistas em Itiúba, de como alcançamos o Evangelho, sendo ele um dos mais sistemáticos e competentes secretários da Escola Bíblica Dominical com seus bem elaborados relatórios aos domingos de fazer inveja aos mais organizados, e lá estão fotos e histórias que seu zelo publica, contando-me e considerando-me um dos “Evangelistas” que passaram por Itiúba e pela Igreja.

Para que ninguém se engane e não cometa equívoco,” Macambira” além de ser patrimônio da terra é, portanto, um crente sem dúvida, e, pregador do Evangelho.
Louco por futebol desbanca qualquer que teime em estabelecer qual a melhor seleção de Itiúba em todos os tempos. É, na verdade, uma mini enciclopédia capaz de relatar histórias de muitos anos, de pessoas e coisas, da política e da vida social, da história da cidade, conhecedor profundo do seu povo, e assim,  entreter seus ouvintes. Querido e amado por todos, tive de ajudá-lo na sua dor, quando um moço da cidade assassinou seu filho de apelido Jegão que o tempo se encarregou de apagar e cicatrizar a terrível e dolorida ferida do “Macambira”.
Um bom sujeito. Mil anos de vida ao “Macambira”!!!!

                                                              

 

 

 

 

 

 

 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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