Discos Voadores em Itiúba 3

Fernando Pinto de Carvalho

 

 

 

Era um final de tarde de um sábado, dia de feira livre na cidade.


Eu ainda era muito jovem e estava deitado no chão da sala de visitas de minha casa, bem próximo à porta que dava para a rua. Quando olhei para o céu vi uma roda de luz brilhando. Levantei-me imediatamente e observei que ela se deslocava, com pouca velocidade, na direção do Açude do Jenipapo. Chamei todos que estavam em casa naquele momento, mas apenas alguns viram o fenômeno quando ele já estava desaparecendo. O que eu achei mais estranho foi ele ter desaparecido de repente voando em alta velocidade para cima. Saí para comentar o assunto com outras pessoas na rua, mas, para surpresa minha, ninguém havia visto nada. Somente no dia seguinte soube que algumas pessoas haviam visto no céu, naquele mesmo dia, três bolas de luzes coloridas que mudavam de cores rapidamente. O que eu vi, porém, era um só objeto e não tinha cores, parecendo mais um pequeno sol se deslocando no céu.

O meu irmão Bertinho escreveu para o repórter João Martins que na época escrevia reportagens sobre discos voadores para a revista “O Cruzeiro”, relatando o caso e obteve resposta onde ele dizia que vinha acompanhando e mapeando as aparições de discos voadores no Brasil e a nossa região era uma das prováveis áreas das próximas visitas daqueles objetos.

Em duas crônicas recentes aqui publicadas, o Ivan de Carvalho relatou muito bem o caso das aparições de OVNI presenciadas pelos alunos e professores da Escola Góes Calmon. Não sei se os dois fatos ocorreram na mesma época, mas há grande possibilidade da resposta ser sim.
Eu sempre acreditei na existência de outras civilizações nesse imenso universo achando que seria um grande desperdício a existência de tantas galáxias, estrelas e seus prováveis planetas e a Terra, pequeno planeta girando em torno de uma estrela de 5ª grandeza, fosse o único local privilegiado para abrigar a vida.

Nossa civilização é muito nova e eu ficava imaginando como seria uma civilização com 1, 2, 3 ou mais milhões de anos de existência. Num universo que existe há mais de 10 bilhões de anos isso seria perfeitamente possível.

Ultimamente, contudo, não sei se é por causa da velhice que está se aproximando (?), venho tendo dúvidas sobre o surgimento espontâneo da vida em várias partes do universo. A ciência tem mostrado que para a vida surgir e prosperar em um planeta necessárias se tornam várias condições simultâneas ou não. Dizem que se a lua não existisse a vida não poderia ter surgido na Terra. Que se no Sistema Solar não existissem os planetas gigantes (Netuno, Saturno) a Terra seria bombardeada por meteoros e cometas e a vida não seria possível. Que se o eixo imaginário da Terra fosse um pouquinho mais inclinado nós não estaríamos aqui. E muitas outras condições.

E perguntas novas tem surgido em minha mente: será que a vida não está começando aqui na Terra e depois se espalhará para todo o universo?

A vida tinha que começar em um determinado lugar, por que não aqui?

 

SOBRE DISCOS-VOADORES EM ITIÚBA LEIA TAMBÉM:
- DISCOS VOADORES EM ITIÚBA I (pág.129) - Ivan de Carvalho
- DISCOS VOADORES EM ITIÚBA II (pág.130) - Ivan de Carvalho

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

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