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A moda da nossa época

Valmir Simões


Verificando uma foto existente no site de fotos de Itiúba (www.itiubadomeutempo.kit.net) de uma comemoração em frente ao antigo Bar Central, onde eu e muitos amigos ali presentes estávamos usando as famosas Sandálias Japonesas, lembrei-me de que, na década de 60, elas estavam na moda e toda a juventude queria curti-las, em qualquer ambiente. Moda é definida como uma forma passageira e facilmente mutável de se comportar, se vestir ou pentear, pois é, essa definição reflete bem aquela época. Alguns amigos usavam as famosas camisas Banlon, as calças UsTop e Farwest e, para quem tinha cabelo bom, dava-se um toque especial nele, tipo James Dean, na verdade o chamado pimpão. Nossos avós costumavam ajeitar os cabelos dos netinhos, quem nunca passou por isso? Aqueles de cabelo mais ou menos optavam pelo estilo Maracanã ou Rebaixado, especialidades dos cabeleireiros Né e Antônio Berro Grosso. Os pais davam ordens aos filhos menores para avisarem ao cabeleireiro “Papai disse que quer cabelo rebaixado”, afinal de contas cabelo é assim, cortou tá cortado, não tem remendo. As costureiras da época faziam o gosto do freguês e acompanhavam a moda nos toques e retoques da Tricoline, um tecido de puro algodão e muito leve. Não existiam essas misturas atuais com Poliéster. Ainda me lembro que apareceu um amigo lá no salão da Rádio Cultural com uma camisa que não precisava passar, bastava lavar e vestir e não amassava. Era a famosa Volta ao Mundo, uma novidade que não estava ao alcance de todos, assim como as calças de Nycron, aquelas chamadas de Senta-Levanta e que, também, não amassavam e o friso continuava sempre o mesmo. Aproveitando esta “deixa”, as alfaiatarias começaram a fazer vínculos costurados, procedimento bem apreciado pela juventude. Sendo moda, devemos aproveitar enquanto dura, só fica de resto a lembrança de uma época que não volta mais.

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

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