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NO TEMPO DO ROSKOF

Valmir Simões

Aqueles amigos da minha época lembram muito bem dos antigos relógios de bolso movidos a corda. Os senhores daquele tempo faziam questão de exibir bonitos correntões dourados ou prateados que transpassavam de um lado ao outro dos bolsos das calças ou coletes, presos nos enormes relógios da famosa marca Roskof. Alguns tinham uma tampinha de proteção do mostrador, toda desenhada em alto relevo, que era levantada com a ponta das unhas para poder se ver as horas. Outros tinham mostradores em algarismos romanos. A quantidade de rubis demonstrava o valor e a resistência do relógio. Eram verdadeiras jóias em exposição pessoal.

Quem não carregou no pulso uma destas marcas?: Mondaine, Mirvaine, Minerva, Lanco, Seiko, Classic. O Lanco, muito usado pela juventude, era um relógio de 25 rubis, muito resistente, mas, não era movido a corda , era automático e, se o proprietário não o movimentasse para carregá-lo, ficaria perdido no tempo. Conheci um grande amigo meu que fazia questão de exibir um lindo relógio, com formato quadrado, de uma marca que acho que só ele tinha em Itiúba, Robert Cart. Muita gente perguntava uns aos outros, com ar de gozação: - Que horas são aí no seu Roskof? Essa marca era muito conhecida e, porisso, todo mundo passou a chamar relógio de Roskof. Hoje em dia estas marcas são verdadeiras relíquias de colecionadores

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

fpcarvalho@globo.com