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O Gramofone do SeuAntônio

Valmir Simões

 

Sobre aquele balcão estava sempre uma verdadeira relíquia com vários discos 78 rotações ao lado. O dono e apreciador dos antigos dobrados, Seu Antônio de Castro, tinha um cuidado todo especial com o seu Gramofone, a relíquia. Algumas vezes vi o saudoso Manoel Carlos, Bululica, como o chamavam carinhosamente, passar uma flanela com óleo de peroba na caixa de madeira, onde era montada toda a estrutura do aparelho. Para quem não conhecia, causava espanto aquela imensa boca em forma de corneta de onde saia um som meio fanhoso e que tinha sua estrutura composta por algumas divisões como: corneta por onde saía o som, braço que era encaixado na corneta e na sua extremidade tinha um diafragma, onde era colocada uma agulha de aço, marca RCA, que era vendida em caixinhas metálicas com 100 unidades. Tinha, também, o prato onde era colocado o disco, e a manivela que quando acionada no sentido horário dava corda em toda a engrenagem que estava dentro da caixa de madeira.

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

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