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A Nossa Linda Juventude

Valmir Simões

 

 

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Sei muito bem o que é isto, pois quando falamos ou escrevemos a respeito da nossa querida Itiúba, aqueles que viveram na nossa época sentem um aperto no peito, cheio de saudades e recordações, por tudo que fizemos e pelos bons amigos que conquistamos em um relacionamento sadio. Éramos conhecidos por todos pelo próprio nome sempre acompanhado, também, pelo do nome do pai. Coisa de cidadezinha do interior, pacata, ordeira, linda, encravada dentro de um vale verdejante, apertada pela nossa Serra da Itiúba. A seca, às vezes, mudava esse visual com uma cor cinzenta, mostrando a fragilidade da nossa região quando não havia chuvas. Certo dia consultei um velho amigo e perguntei pela nossa Itiúba, ele me disse: - choveu bastante na semana passada, açude sangrou, riachos encheram, está tudo verdinho. Voltei a relembrar, os bons tempos da cacimba do Ademir, do Riacho do Bel, das Barragens do Jenipapo e do Coité, do Rio Itapicuru e da Camandaroba. Nós ainda mocinhos perambulávamos por todos esses lugares, na maioria das vezes com uma companhia feminina. No Açude do Jenipapo, ficava uma velha quixabeira que se falasse alguns amigos estariam encalacrados, pois antigamente era bem diferente dos dias de hoje. Um desses amigos passou por uma situação um tanto constrangedora, que eu não esqueço e peço que Deus o tenha em bom lugar: - Me respeite eu sou moça, tá pensando o que? Se fosse hoje jamais ele ouviria esses dizeres, afinal são tempos bem diferentes.

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

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