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O Castigo do Enterrado

Hugo Pinto. de Carvalho

 

O Fernando já escreveu uma historinha aquí sobre o Zequinha, que por ter o pescoço curto tinha o apelido de "Enterrado", porém, como o moço era mesmo irrequieto, aí vai mais esta: era costume do nosso amigo tomar banho de chuva nos fortes aguaceiros de verão, principalmente depois de tomar uns pileques. E assim, numa escura tarde-noite no largo da igreja quando o tempo fechou em meio a fortes relâmpagos e trovões e começar a cair um pesado e violento toró, o "enterrado" ainda com roupas e sapatos começou a dançar e pular no meio da chuva, e depois de mais algumas doses de pinga forte e ver  aumentar a intensidade dos trovões e relâmpagos se entusiasmou e começou a gritar:"SE É CASTIGO MANDA MAIS... SE É CASTIGO MANDA MAIS... SE É CASTIGO MANDA MAIS...". Foi aí que por obra das coincidências caiu um raio próximo ao local e o deslocamento do ar foi tão forte que jogou o moço de pernas para o ar a alguns metros de distância deixando-o meio desfalecido e mais branco do que cal. Quando conseguiu falar, porém, ainda apavorado e tremendo de frio e de medo, pediu que o tirassem urgente dalí e jurou que nunca mais faria uma brincadeira dessa.
POR POUCO, MUITO POUCO, O "ENTERRADO! NÃO ERA MESMO ENTERRADO!  " 
 

 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

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