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Ases do Futebol Itiubense

Hugo Pinto de Carvalho

 

 
Eles não tiveram chances, porém, poderiam ter jogado em qualquer time profissional.
Nas décadas de 50 e 60, principalmente, a cidade viu surgir os seus maiores jogadores de futebol, coincidentemente com a criação do Grêmio da Associação Juventude Itiubense, cuja sede ficava anexa ao prédio da Sociedade União 2 de Julho. Como foram muitos vou citar apenas os três melhores dos melhores, ou seja, os fora-de-série.
 
BOCA: Seu nome era Aloisio Martins, encantou os torcedores com seu toque de bola ao estilo "Didi" e era imcomparável na armação do time, nos passes milimétricos aos companheiros de ataque e o maior batedor de faltas e escanteios. Até gol olímpico o moço andou fazendo para desespero dos goleiros e alegria dos torcedores. Por gostar de fazer "pontinhos" com a bola, o que irritava os adversários, era impiedosamente caçado. Às vezes, talvez com medo de apanhar, ele manerava nos "pontinhos" em certos jogos, mas, a torcida gritava incitando-o. 
 
ANTÔNIO SIMÕES: Este era o homem-gol do time e da seleção itiubense. Foi considerado por aficionados do futebol local como o mais completo jogador de ataque. Recebendo a bola na linha média adversária nenhuma zaga o segurava. Ágil, veloz, chutando com os dois pés e cheio de ginga, conseguia diblar todo mundo, inclusive goleiros, com toques curtos ao estilo "Rivelino" e marcava os mais incríveis gols para a alegria da torcida que carinhosamente o chamava de Toinho. Uma curiosidade é que ele conseguia sair diblando em meio a um monte de adversários e ninguém conseguia derrubá-lo. O Adilson Ramiro, que foi um de seus treinadores, costumava dizer que ele se contorcia de tal maneira que até segurá-lo pela camisa ou pelo braço era quase impossível.
 
ZUCA: Seu nome na verdade era José Pereira da Silva e sem dúvida alguma foi o melhor e o mais inteligente zagueiro que a cidade já produziu. O moço tinha um físico de fazer inveja aos companheiros e com mais de um metro e oitenta de altura  era uma perfeição na defesa e uma tranquilidade para os torcedores. Coisa rara em zagueiros, ele chutava com os dois pés e por isto desarmava facilmente os adversários. Limpava a área sem dar um chutão sequer, saindo sempre com a bola dominada na maior categoria, ao estilo "Nilton Santos". Também era um exímio batedor de pênaltis, porém, raramente usava essa qualidade pois o Antônio Simões e o Boca era os cobradores oficiais de pênaltis.

 

SOBRE O FUTEBOL ITIUBENSE LEIA TAMBÉM (clique nos links abaixo):

- O TIME DE FUTEBOL QUE NÃO PODIA PERDER (08) - Fernando P. de Carvalho
- AS DUAS PAIXÕES DO MUNDINHO SURDO (pág.75) - Fernando P. de Carvalho
- O ARMANDO DO JOÃO DO RIO (pág. 79) - Fernando P. de Carvalho

 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

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