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Tipos Diferentes e Engraçados II

Hugo Pinto de Carvalho

 

 
 
Na página 4 deste site o Fernando falou, de forma bem interessante, sobre alguns tipos engraçados que habitaram a nossa querida Itiúba, porém, como alguns ficaram de fora estou citando mais três:
 
BEREGA. Este era um vaqueiro totalmente diferente dos tradicionais homens de couro. Não usava gibão e não montava cavalos. Com apenas uma vara de angico e a pé ele tangia o gado até mesmo em grandes distâncias. O problema mesmo era quando um touro "empacava". Sem cavalo e sem ferrão ficava dificil encarar os chifres ameaçadores, mas ele descobriu um meio de resolver essas situações que consistia em deixar o rebanho bem adiante e levar somente as novilhas para perto do touro enfezado e em seguida tangê-las o que fazia invariavelmente o bicho desistir da birra e seguir as mimosas juntando-se novamente ao rebanho.
 
QUEIXINHO. Que eu saiba ele nunca teve emprego, mas, também, nunca passou necessidade. Sabido, logo se tornou o rei da sinuca e do jogo de baralho na cidade e região e com isto ele ganhava o suficiente  para andar sempre bem vestido e fazer suas farras. Na sinuca, para enganar os adversários, ele se fazia passar por bobo simulando não saber jogar e depois de perder algumas partidas propositalnmente, ele chamava o cara para apostar alto e aí não perdoava. Já no baralho além do velho truque da carta na manga ele escondia também nos bolsos e até no fundo do chapéu.
 
MUDO DO JOÃO CAMBÃO. Surdo e mudo de nascença, era uma figura que, apesar de rabugento, todo mundo gostava, principalmente porque era muito trabalhador. Para facilitar sua difícil comunicação com todos, ele desenvolveu alguns tipos de gestos que indicavam algumas carecterísticas das pessoas mais conhecidas da cidade. Só para dar um exemplo, para indicar o coronel Belarmino ele simulava tirar um hipotético chapéu. Já o Sr. Manoel Barbosa ele simulava andar de bengala, e para indicar que era parente de alguma pessoa ele roçava os dedos sobre as veias do braço. Eram muitos os recursos que ele tinha nesta prática inventada por ele. Qualquer pessoa que tivesse um cacoete fatalmente constava de seu "dicionário"."

 

 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

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