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A Serra do Cruzeiro

Hugo Pinto de Carvalho

 

 

 

 

Durante as comemorações da semana santa, principalmente na sexta-feira da paixão, a cidade teve como costume formar inúmeros grupos de pessoas para a subida da serra até o seu topo, onde ainda hoje existem dois velhos cruzeiros de madeira sem nenhuma inscrição ou referência de quem os colocou alí. Algumas pessoas, notadamente as mais religiosas, cumpriam o ritual como uma devoção, porém, os jovens participavam mesmo era para se divertir. Alguns garotos faziam o percurso várias vezes durante o dia apenas pelo simples prazer de aventura. Até inventaram uma perigosa brincadeira de empurrar grandes pedras do alto da serra que rolavam fazenda um grande barulho, destruindo a vegetação inclusive, e o pior, pondo em risco a segurança das pessoas que ainda estivessem subindo ou descendo. Como se percebe nem todos iam rezar

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

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