A A r

As Cestas de Palha

Hugo Pinto de Carvalho

 

 

 

 

 

Por longos anos a cidade manteve uma boa fonte de renda para a população de baixa renda, principalmente para as mulheres, com a fabricação artesanal de cestas e bolsas de palha de ouricurizeiro, um tipo de palmeira da família das palmáceas muito comum na região.


O trabalho não era fácil pois primeiro tinha-se que cortar as palhas da citada árvore com um facão amarrado na ponta de uma vara e depois carregá-las em lombo de jumentos para, em seguida, raspar cuidadosamente, uma a uma, com um farracho  para não danificar a fina película resultante e deixá-las ao sol para secar. Finalmente, depois disto é que se iniciava o processo de trançar pacientemente as palhas com a ajuda de um agulhão com linha grossa dando os vários formatos das cestas e bolsas enfeitadas com tiras de papel alumínio e douradas. Inicialmente eram vendidas de porta em porta e na estação do trem aos passageiros em trânsito, porém, houve até caminhoneiros que se arriscaram a levar o produto para revender em São Paulo e dizem que se deram bem.

Infelizmente, por falta de incentivos ou por não suportar a concorrência dos produtos de plásticos a atividade foi desaparecendo com sérios prejuizos para aqueles que dela dependiam.

 

 

 

 

 


Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

fpcarvalho@globo.com