A A r

A Escola Goes Calmon V

Fernando Pinto de Carvalho

 

 

 

 

 

 

O Hugo, o Ivan, o Valmir e o Humberto já escreveram crônicas sobre a Escola Goes Calmon, aqui publicadas (veja links abaixo). Eu também quero escrever alguma coisa sobre a escola que muito ajudou na minha formação e na de muitos outros itiubenses que por lá passaram.

Lembro-me que tive apenas três professoras durante os cinco anos que lá estudei. Nos três primeiros as professoras foram D. Zenaide Manciola e D. Avany Ramiro e nos dois últimos, D. Francina Araújo. As três eram competentes e se esforçavam bastante para transmitir conhecimentos aos seus alunos. D. Francina, no decorrer daqueles dois anos, demonstrou uma simpatia por mim que, também, era um admirador da sua inteligência e da sua capacidade. Eu faltava muito às aulas e ela sempre procurava despertar-me para a necessidade da presença e do acompanhamento para um melhor aprendizado e procurava sempre designar-me para chefias de grupos de estudo ou líder dos alunos da sala, para que eu assumisse responsabilidades e não faltasse às aulas. Anos depois da conclusão do curso primário voltei a encontrar-me com a grande mestra, agora no recém-criado – na época – Ginásio Municipal, onde, já adulto, concluir o curso ginasial.

No primário fui colega de sala da Perpétua França, da Waldemarina, da Railda, do Nilton e do Adilson Cabral, do Nilton Ferreira e de muitos outros.

A escola era dirigida pelas professoras Celina e Hilda Mendonça de uma maneira responsável e austera. No início das aulas todos os alunos perfilavam-se entre as fileiras de cadeiras da sala principal, onde as professoras faziam as “chamadas” para verificar as presenças dos alunos e, em seguida, todos cantavam o Hino Nacional, o Hino à Bandeira ou outro semelhante. Todo dia 7 de setembro havia desfile dos alunos marchando em colunas duplas, ao som de tambores e cornetas tocados por colegas treinados para isso. Eu não gostava do desfile nem dos ensaios que eram realizados nas ruas e começavam 30 dias antes da data da comemoração da Independência do Brasil, mas, participava sempre para não ser advertido.

 

SOBRE A ESCOLA GOES CALMON LEIA TAMBÉM:

- A ESCOLA GOES CALMON I (pág.71) - Hugo Pinto de Carvalho
- A ESCOLA GOES CALMON II (pág.74) - Ivan de Carvalho
- ESCOLA GOES CALMON III (pág.141) - Valmir Simões
- A PROVA DOS NOVES (pág. 99) - Valmir Simões
- O SÁBIO QUITU (pág.80) - Ivan de Carvalho
- A ESCOLA GOES CALMON IV (pág.284)

 

 


Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

fpcarvalho@globo.com