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Par ou Ímpar

Hugo Pinto de Carvalho

 

 

 

 

 

 

Eu próprio já falei aqui, em outro conto, que em anos passados era difícil para a garotada conseguir brinquedos prontos, e, por isto, tinham que improvisar.
 
Duas brincadeiras muito praticadas pelos guris foram o "PAR OU IMPAR?" e o "JOGO DO PALITINHO" ou "Porrinha", como também era conhecido.
 
Na primeira, participavam apenas dois contendores, cada um com uma mão fechada e estendida, quando um gritava  "par" e o outro gritava "impar" e, simultaneamente, ambos abriam as mãos deixando quantos dedos quisessem em riste. Daí, era só contar os dedos para verificar quem  ganhara.
 
Já na segunda, podiam participar quantos garotos quisessem, e consistia em que cada contendor colocasse um determinado número de palitos (no máximo até cinco) em uma das mãos, mantendo-a fechada, e em seguida cada um dos participantes arriscava o número total de palitos que surgiria, e, ao mesmo tempo, todos abriam as mãos exibindo o conteúdo de cada uma.
 
Como se verifica, eram brincadeiras fáceis e inocentes, e que não custavam nada, porém, entretiam e mantinham a turma sempre unida, e ninguém reclamava da falta de brinquedos.
 

 

 


Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

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