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O Pezinho de Nossa Senhora

Valmir Simões

 

 

 

 

 

Quando garoto, colocava no pescoço o meu badoque e, com alguns amigos, saía atirando nos alvos que apareciam pela nossa frente. Muitos dos meus primos por parte de mãe, residiam nas ruas que ficavam depois do Posto Médico, cujos nomes não me recordo mais. Lá me juntava com outros amigos e íamos para a Laje Grande atirar nas lagartixas que ficavam correndo sobre as pedras. Passamos a conhecer aquele lugar como a palma das nossa mãos e lá brincávamos de faroeste.

Na Laje Grande, na sua parte mais alta, existia uma marca de um pé pequeno, em baixo relevo, que as pessoas da cidade informavam tratar-se da marca do Pezinho de Nossa Senhora. Havia, realmente, uma semelhança incrível com a marca de um pé descalço, onde se identificava, perfeitamente, os dedos. Claro que a história era pura fantasia, mas, a semelhança era grande com a marca de um pé de criança. Quando de lá retornávamos, vínhamos pelos fundos das casas atirando nas latas velhas dos monturos dos fundos das residências. Esses monturos, na nossa época, era uma coisa comum.

 

 

 

 


Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

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