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A Fantasia de Caçador

HugoPinto de Carvalho

 

 

 

 

 

 
Nos bailes dos velhos carnavais da Sociedade 2 de julho era comum aparecer algumas pessoas fantasiadas com alguns temas carecterísticos. Não eram muitas, porém, as que surgiam eram o suficiente para colorir e animar a festa.
 
De todas as fantasias, sem sombra de dúvidas, a de toureiro sempre apresentada todo ano pelo Nelson Ferreira, era a mais luxuosa e a mais bonita.
 
Porém, pensando em inovar, o Cerqueira, um alto funcionário do D.N.O.C.S que trabalhava no escritório do Açude de Camandaroba, resolveu se apresenetar de "Caçador Itiubense". Como ele sabia que meu pai - Sr. Jovi - gostava de caçar e até mantinha roupas e apetrechos próprios para isto, e também  eram amigos, ele pediu todos os paramentos emprestados.
 
E foi aí que aconteceu se não o fato mais engraçado, pelo menos o mais curioso já visto em um baile de carnaval. É que a festa foi num domingo e meu pai havia feito mais uma de suas caçadas justamente no sábado anterior, à noite, e não deu nem tempo de mandar lavar seu "fardamento". Ponderou com o amigo esta situação, porém, como o Cerqueira tinha pressa, pois já estava quase na hora do baile começar, assim mesmo se fantasiou com todos os apetrechos que tinha direito e, garboso, partiu para a festa.
 
Com o calor e o abafamento do salão causado pelo grande número de foliões presentes, a "fantasia do Cerqueira" começou a exalar um forte e asqueroso odor característico dos gambás, aumentando cada vez mais à medida que o cidadão pulava, chegando ao ponto em que o baile teve que parar e até acabar. Sim, acabar, pois só pedir ao Cerqueira para sair não ia rsolver nada, considerando que o odor já estava empregnado até nas roupas dos demais foliões.
 
UM VEXAME!

 

SOBRE OS CARNAVAIS DE ITIÚBA LEIA TAMBÉM:
- BEBIDAS PARA OS MÚSICOS (pág.73) Fernando P. de Carvalho
- LEMBRANÇAS DOS CARNAVAIS (pág.107) - Valmir Simões
- BENDITO QUEROSENE (pág.94) - Djalma dos Anjos
- MONOPÓLIO QUEBRADO (pág. 87) - Ivan de Carvalho
- O MASCARADO MISTERIOSO (pág.15) - Hugo Pinto de Carvalho
- O DESCONHECIDO (pág.30) - Djalma dos Anjos
- O TEIA (pág.42) - Fernando P. de Carvalho

- O CAVALO BRANCO DO CARNAVAL(pág72) - Hugo Pinto de Carvalho

- CARETA MALAGUETA (pág.360) - Valmir Simões

 

 

 

 


Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

fpcarvalho@globo.com