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A Fogueira de São João

Valmir Simões

 

 

 

 

 

 
 

As festas juninas, no interior, despertam o interesse de muitas pessoas. Na nossa época, como ainda acontece nos dias de hoje, a fogueira era composta de uma enorme árvore, geralmente com seu tronco reto e uma boa folhagem para encobrir os galhos onde eram amarrados vários objetos, inclusive uma caixinha que era chamada de Segredo e. na verdade, era a mais cobiçada pois, geralmente, continha algo de maior valor, como dinheiro, por exemplo.


Era cavado um buraco onde a arvore era “plantada” e uma boa quantidade de lenha era entrelaçada ao seu redor. Lá para as tantas da noite, jogavam querozene na lenha e ateavam fogo e de longe se avistavam enormes labaredas que eram um convite para os apreciadores do bom licor ou outras bebidas quentes. Balões, foguetes, rodinhas, traques e bombas abrilhantavam o ambiente, a sanfona ou o som dos rádios e vitrolas davam ao ambiente um toque junino pelas músicas de um puro forró ou baião de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Marines, Trio Nordestino etc. Com o sorriso estampado na cara, todos brincavam em harmonia, saudando com alegria aquele dia e muitos outros que viriam durante o mês do São João do Carneirinho.

 
 
                                                                    
 


Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

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