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Água Quente

Hugo Pinto de Carvalho

 

 

 

 

 

 
Como já foi comentado aqui em alguns contos dos conterrâneos, a cidade sempre sofreu com  a grande falta de água potável, principamente em décadas passadas. 
 
Nos períodos mais secos, notadamente nos meses de setembro a dezembro, a situação se agravava a tal ponto que os moradores eram obrigados a apelar até para a água fervente dos trens.
 
Eram comuns as grandes filas de pessoas com latas, na estação ferroviária, para conseguir um pouco da chamada água doce. Felizmente os maquinistas, que já  conheciam a dura realidade da falta d'água na cidade, sempre colaboravam fornecendo o precioso líquido do "Tender" da máquina  e até da própria caldeira, isto é, água fervente.
 
Como se percebe, uma situação bem diferente da atual, que, com um simples gesto de abrir uma torneira, se tem água abundante em casa."

 

 

 

                          

                                      
 


Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

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