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A Pechincha

Valmir Simões

 

 

 

 

 

 

Nas feiras livre do nosso interior o freguês tinha o hábito de pechinchar o preço oferecendo sempre um valor abaixo daquele que o feirante pedia. Quando a mercadoria era vendida no peso, usando aquelas pedras que, na verdade, ninguém sabia quantas gramas elas realmente pesavam, o freguês sempre pedia: - Bote um agrado, ou bote a quebra. Eu, na minha vida, nunca ouvir dizer que pedras fossem pesos de balança, mas, lá valia tudo. E o velho prato de medida? Aquela caixa de madeira, com uma régua do lado para passar a tara na farinha, no feijão, no milho e em outros tipos de cereais? Em razão de tudo isso valia pechinchar para descontar as diferenças daqueles falsos pesos e daquelas medidas duvidosas. Será que em algum lugar esse procedimento ainda é usado? Duvido.

 

 


Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

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