A GENGIBIRRA DE "SEU" EUCLIDES

Fernando Pinto de Carvalho

Todo sábado ele estava lá vendendo na feira, a sua saborosa gengibirra. Armava a sua barraca nas proximidades da Farmácia do Soares. Um barril grande de madeira com uma torneira era onde ficava a deliciosa e refrescante bebida que fazia a alegria das crianças e de muitos adultos também. Uma bacia, com água poucas vezes renovada, em cima de um tamborete e dois copos completavam todo o material necessário para que "seu" Euclides recebesse a sua grande clientela que só parava de consumir aquele líquido escuro e refrescante quando o barril secava. O interessante é que o barril ficava no sol coberto apenas por palhas de licurizeiro e, mesmo assim, ninguém reclamava da temperatura da bebida.

Até o fim da sua vida "seu" Euclides vendeu com sucesso a sua bebida na feira, mas levou com ele a fórmula. Outros tentaram depois, mas ninguém jamais conseguiu preparar uma tão deliciosa gengibirra e ela acabou desaparecendo da cidade.

 

IR PARA O ÍNDICE DAS CRÔNICAS DESTE AUTOR
IR PARA O ÍNDICE POR ASSUNTO
IR PARA O ÍNDICE POR AUTOR
IR PARA O ÍNDICE GERAL

 

Veja a próxima crônica

Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

fpcarvalho@globo.com