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As Fotos de Monóculos

Valmir Simões

 

 

 

 

 

Era um charme naquele tempo. Lá pelos anos 60 e 70, junto com a penca de chaves presa na cintura, não faltava aquela caixinha plástica composta de lente, slide e, complementando, uma tampinha na cor branca. Na tal caixinha, quando ela era colocada em frente de um dos olhos, em direção à luz, via-se uma pequena foto, geralmente de um filho menor, namorada, etc. Nos velhos circos que eram armados na Praça Nova, às vezes, mesmo no decorrer das apresentações, um dos artistas jogava uma toalhinha sobre os ombros dos espectadores e oferecia uma foto de monóculo sua ou de um de um outro artista mais destacado do circo, em troca de algum dinheiro. O que era mais comum, na verdade, eram as velhas fotografias de rumbeiras, como a da maravilhosa Maria Pureza, tão comentada neste site por outros colaboradores.

 


Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

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