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Viva o nosso Tempo

Valmir Simões

 

 

 

 

 

Quem não se lembra do seu brinquedo favorito? Aquele que você mais apreciava e com ele se distraía sozinho ou com os amigos? Na verdade, todos nós temos uma saudade imensa dos nossos brinquedos daquela época. Parafusos não se soltavam, não precisava de selo do Inmetro, não se fazia “Recall”, não existia idade determinada para seu uso. Nossos pais sabiam qual era o brinquedo conveniente para o seu filho. Uma grande quantidade dos brinquedos fabricados naquela época eram de uma matéria-prima conhecida por Celulóide ou Galalite, o avô do plástico dos nossos dias. Ninguém nunca se feriu com aqueles brinquedos. Lembro-me dos nossos brinquedos mais comuns e, por muitas vezes fabricados por nós, a saber: bola de meia, badoque, bolinha de gude, carrinho de lata, catavento, gadinho de osso, yoyô, perna-de-pau, peteca, pião, telefone sem fio, Mané Gostoso, roda com guiador, pega varetas, arraia, fura pé, malha, diarolou, carrinhos de madeira, cavalo de cabo de vassoura, carrinhos de rolimã, cabra cega e uma infinidade que não me recordo no momento. Portanto viva o nosso tempo, aquele que soubemos aproveitar muito bem.

 


Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

fpcarvalho@globo.com