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Camandaroba

Valmir Simões

 

 

 

 

 

Camandaroba é uma localidade com nome bem diferente. Tive a curiosidade de verificar no dicionário para saber o significado desta palavra e não o encontrei. Acredito tratar-se de um nome indígena. A obra do DNOCS, que foi erguida com o objetivo de minimizar a sede do nordestino, proporcionou, também, uma melhoria significativa em toda a região, com uma qualidade de vida muito superior a que existia antes. Em 1962, eu e alguns amigos, andamos em um caminhão que passou sobre a barragem e ficamos em uma casinha próxima ao sangradouro. Éramos quatro. Com uma pequena enxadeta nas mãos começamos a cavar e dentro de pouco tempo estávamos com uma latinha cheia de minhocas do chão, uma isca maravilhosa para pescaria. Dizem que pescador gosta de contar mentiras, mas foi pura verdade, de 9 horas da manhã até as 4 da tarde todos nos juntos tínhamos tirado da água 52 peixes e um cágado d’água. A maioria era de um peixe valente chamado “mandi” do qual tomei uma bela ferroada entre os dedos, pois ele tem dois ferrões laterais e um sobre o dorso. O Açude Público do Jacuricí que recebe as águas do rio que lhe deu o nome me traz, na verdade, muitas lembranças do lugar, do seu povo e daquela feira livre muito movimentada realizada aos domingos. Soube que a localidade mudou de nome, no entanto a recordação do lugar é a mesma.

Tenho observado na coluna “Opinião do Leitor” que muitos leitores e admiradores deste site, (Criado pelo amigo Fernando P. de Carvalho) e que nasceram e se criaram em Camandaroba, tem demonstrado alegria e satisfação com os nossos contos, rememorando a boa época que por lá passaram. Minha homenagem a todos “Camandarobenses”.

 


Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

fpcarvalho@globo.com