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O Alforje e o Surrão

Valmir Simões

 

 

 

 

 

 

Duas vasilhas distintas

Servindo ao mesmo senhor

Sobre a sela o alforje

Com seu fiel guardador

 

Na garupa o surrão

Naquele tempo era assim

Um lado levava farinha

No outro só tinha feijão

 

Uma época de atraso

Saco plástico não se usava

A mochila para o pão

Em casa se costurava

 

Na feira livre se andava

E era costume se ver

O alforje e o surrão

Que era forte pra valer

 

Feito de couro de bode

Quase nunca acabava

A depender do cuidado

Daquele que o usava


Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

fpcarvalho@globo.com