O CARNEIRO DO CARLINHOS

Hugo Pinto de Carvalho

No início da década de 50 surgiu nas ruas da cidade uma atração diferente que chamou a atenção de todos.

Como as montarias normais eram cavalos, burros e jumentos, o garoto Carlos Alberto ou Carlinhos do Dr. Nogueira, como era mais conhecido, inovou ao aparecer nas ruas montado em um grande e bonito carneiro branco que ganhara de seu pai, o medico da cidade, Dr. Manoel Nogueira Borges.

O animal era dócil e forte e suportava muito bem o peso do Carlinhos. Como era de se esperar, toda a garotada desejava dar uma “cavalgada” (ou será “carneirada”?) no garboso animal, mas, seu dono negava sempre, alegando que o seu pai não permitia. Talvez, por esse motivo, ele não o levava para a escola, onde, fatalmente, o assédio da garotada seria maior.

Como o tempo passou e o Carlinhos cresceu ficando consequentemente mais pesado, foi obrigado a deixar de utilizar a sua bela montaria que teve sua merecida aposentadoria antecipada. O carneiro ainda viveu muitos anos sendo muito bem cuidado, servindo, às vezes, de mascote nos desfiles escolares, principalmente nas paradas de comemorações de Sete de Setembro.

O interessante é que uma década antes, algo igual já havia acontecido na cidade com outro garoto de nome Josito.

Sem dúvida alguma este é um fato que merece registro pela sua originalidade.

 

 

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