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Preá ou Rato Cabudo?

Valmir Simões

 

 

 

 

 

Na nossa tradicional e antiga feira livre de Itiúba, de tudo tinha um pouco para vender. O comércio de caça era muito comum, naquela época, sem ter na cidade nenhum órgão que viesse a impedir essa prática. Tatus, rolinhas, nambus, juritis, jacus, tamanduás, mocós, teiús, etc. Afinal, toda caça que se deparava na frente da espingarda, tinha o seu destino selado pela morte. Era moqueada e exposta na feira, para ser vendida, muitos já possuíam freguesia certa, caçava por encomenda, pois quem chegasse mais tarde, não encontraria a iguaria.

Acredito que muitos fregueses foram enganados, por exemplo, os apreciadores de um preazinho moqueado, será que levava o original ou o genérico?Pois a única diferença era o rabo. Preá não tem rabo, mas o rato cabudo tem, simplesmente o caçador quando não encontrava preá, tenho certeza que não ia perder a venda, tirava o rabo do rato e este se passava por preá. Afinal que fosse rato ou preá, temperado no leite de ouricourí, não tinha diferença. Às vezes fico imaginando que eu também já comi rato, pois era um apreciador do preá. Fazer o quê?

 

 

 


Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

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