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O Vaso da Noite

Valmir Simões

 

 

 

 

 

Mudo, via tudo e nada falava. E como via... Era nossa salvação na hora do aperto, na maioria das vezes durante a noite. Falamos do conhecido e tradicional “Penico” “Pinico” ou “Urinol”. Os mais tradicionais eram aqueles de esmalte branco com as bordas azuis, e os de alumínio, mas, minha vovó tinha um de louça, na cor creme, com rosas bordadas em seu entorno, era de um peso horrível quando estava vazio, imagine cheio?

Nas casas comerciais do ramo, na nossa Itiúba, era muito comum se ver penicos de todos os tipos amarrados pela asa e presos no teto com aram. Lembro-me de algumas, como: Bazar Popular e Armazém do Banduca. Os Penicos formavam bons estoques naqueles estabelecimentos, como podemos ver lendo a crônica “O Balanço dos Sessenta Pinicos no Armazém do Banduca” escrita por Fernando P. Carvalho e publicada neste site.

 

 


Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

fpcarvalho@globo.com