Barquinhos de Papel

Valmir Simões

 

 

 

Ainda me lembro dos barquinhos de papel que construía e soltava nas enxurradas das chuvas, na minha Itiúba.
As casas comerciais e residenciais da Av. Getúlio Vargas, na sua maioria, tinham platibandas e outras tinham beirais de telhas à vista. Quando chovia com certa abundância, uma grande quantidade de água, que não era aproveitada para abastecer os tanques das residências, despejava nas calçadas e sarjetas. Bastava isso para que a minha brincadeira tomasse corpo, aí eu começava a soltar meus barquinhos de papel, que construía com certa rapidez, e na velocidade da enxurrada, observava desaparecer na esquina do depósito do Valadares, tomando desta forma outro rumo. A inocente brincadeira de criança durava pouco tempo, porém as lembranças ainda perduram na minha mente.




 




 



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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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