Mimoso Nº 3

Valmir Simões

 

 

 

Aqueles de boa memória devem se lembrar daquela velha e útil máquina de moer carnes e grãos para a nossa alimentação. Manivela, placas dentadas e graduadas, umas mais finas outras mais grossas, a depender do gosto de cada um, na sua utilização. Geralmente era presa ao lado da mesa, por um parafuso em forma de borboleta, como se fosse um torno de marceneiro, assim a carne era moída para alimentar-nos, juntamente com nossos velhinhos banguelas, que agradeciam muito, por não terem condições de mastigar. Até nos dias atuais em casas comerciais do ramo as máquinas de moer não caíram de moda, continuam sendo vendidas apesar de outros equipamentos mais modernos e dotados de alta tecnologia, no entanto tem um alto custo com energia. Fico com o “Mimoso número três”, para exercitar minha musculatura e moer a carninha, apesar de não ser banguela. Ô saudade danada daqueles tempos que não voltam mais.








 




 



IR PARA O ÍNDICE DAS CRÔNICAS DESTE AUTOR
IR PARA O ÍNDICE POR ASSUNTO
IR PARA O ÍNDICE POR AUTOR
IR PARA O ÍNDICE GERAL

 

Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


fpcarvalho@globo.com