Sete Casas, a Vila do Amor

Valmir Simões

 

 

 

Quando o Sr. José Cruz, construiu em Itiúba diversas obras, dentre elas, um tipo de abrigo para pessoas carentes e moradores de rua, mesmo pagando aluguéis simbólicos (Conto nº50, pg.139, “As Sete Casas” de Fernando P. de Carvalho), achei a idéia louvável, digna de uma pessoa de bom coração, difícil de se ver gestos dessa natureza nos dias atuais. Por outro lado, salvo engano, todas as casas possuíam dutos e bicas que transportavam as águas de todos os telhados para o famoso e apelidado “Tanque de seu Zezinho Cruz” que era, na verdade, uma caixa d’água, ou melhor, um poço de dinheiro, pois quem alugava não tinha água, só a teria se pagasse. Quando eu denomino as Sete Casas de “A Vila do Amor” é porque, ainda garoto, testemunhei um fato ocorrido com um parente, em que a sua ver-
dadeira esposa partiu em direção as Sete Casas, com um pedaço de pau em uma das mãos e “fechou” a rua, vamos assim dizer, procurando saber em quais das casas o marido tinha entrado com uma morena dos cabelos lisos que tinha chegado da cidade de Queimadas naqueles dias e estava deixando os marmanjos de Itiúba assanhados. O meu parente, que Deus o tenha em um bom lugar, não sei por onde escapuliu, pela porta da frente não foi, nem a morena apareceu para dar satisfação.

 








 




 



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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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