O Alvo Preferido

Valmir Simões

 

 

 

Quando criança sempre ia para as Fazendas, Capoeira e Tatu. No pescoço um badoque com forquilha de cassatinga, forrada de atilhos de fina borracha de câmara de ar. Nunca fui um exímio atirador, no entanto, tinha um alvo que sempre procurava acertar, eram as catendes ou lagartixas que se embrenhavam entre as cercas de pedras da Fazenda do Estado e nos lajedos do Grotão. Uma capanga de mescla acondicionava balas de barro que eram feitas com antecedência e secas no calor do sol e, de tão perfeitas, facilitavam a pontaria. Coisas de menino... eu preferia esse tipo de alvo, do que acertar nos pássaros que encontrava pelo caminho.






 


 








 




 



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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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