Os Vendedores de Fumo de Corda

Valmir Simões

 

 

 

Naquele tempo, bem antes das 5 horas da manhã, os comerciantes da feira livre começavam a arrumar suas barracas para mais um dia de labuta.
A feira aos sábados, na nossa cidade, era muito boa e de tudo se encontrava. Dos municípios da redondeza vinham caminhões lotados de mercadorias de vários tipos para serem comercializadas. De Bomfim e Cariacá vinham os vendedores de fumo de corda. Era o conhecido fumo de rolo que assim era chamado por vir em forma de corda, enrolado em um pedaço de madeira roliça, chamado “xarim”, Além do fumo ali também era encontrado o papel para cigarros chamado de “Papel Mortalha”. Uma balança ditava a quantidade que o freguês ia levar. Alguns diziam: - Mede um palmo e pesa, ou então: - Só quero quatro dedos. Ou outras frases semelhantes, e assim ia se formando uma relação de negócio.


 


IR PARA O ÍNDICE DAS CRÔNICAS DESTE AUTOR
IR PARA O ÍNDICE POR ASSUNTO
IR PARA O ÍNDICE POR AUTOR
IR PARA O ÍNDICE GERAL

 

Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


fpcarvalho@globo.com