Apelos

Humberto Pinto de Carvalho

 

 

Parece ser uma mania, mas, não é. Há diferença em todas as tradições itiubenses. Tem quem não goste, Tem quem goste e coopera. Quem não gosta nada sente.
Nosso trabalho é fundamental pela espontaneidade. São lembranças escritas com dedicação ao tema. São fotografias encontradas nos baús das saudades. São registros orais e escritos. São produtos culturais de Itiúba aceitos e consagrados.
Muitos de nós recordamos de quando o sino da Igreja Matriz era o relógio da cidade com suas badaladas. Silenciou sem aviso e acompanhou o sumiço do Sacristão, uma espécie de zelador. O trem nosso de cada dia que apitava. Hoje buzina. Carro-de-boi e carroça puxados pelos bois e burros desapareceram no horizonte para sempre. O cinema e os circos foram substituídos pela televisão que vende ilusões pagas pelos anunciantes. É o tempo com suas dimensões sem freio na sua sabedoria e no seu silêncio que impõe as lendas e mitos, que se encarregam de pôr barreiras, que desconhecemos e respeitamos.
Uma cidade é constituída de casas e ruas. Itiúba está sendo descaracterizada. Muitas construções estão sendo demolidas em nome do nada. Graças aos abnegados herdeiros das antigas residências dos senhores João Antônio da Silva, Aristides Simões de Freitas, Belarmino Pinto de Azeredo, Manoel Pinto Primo, Manoel Barbosa de Souza, Benedito da Silva Pinto, Elísio Ferreira Barros, José Felix da Cruz, Erundino Mendonça, Pedro Ramiro, Alzira Gonçalves, Antonio e João Castro, Filadelfo Damasceno, Deocleciano Brandão, Henrique Simões, Padre Eutímio, Antonio Erundino de Mendonça, Almiro José da Silva, Anfilofio Pinto de Azeredo, Gilberto Carvalhal, Argeu Teixeira, Joviniano Carvalho, Mauro Simões de Freitas e em especial D. Isabel Simões da Silva Freitas, que preservam as moradias edificadas com amor e bom gosto, permanecem de pé como demonstração visível que dinheiro não é tudo que a vida oferece,
Rogo a Deus para que os atuais moradores possam manter pelo menos as fachadas das casas intactas, como um marco de reconhecimento e agradecimento aos seus predecessores, uma vez que nossa querida Cidade não tem um Plano Diretor Municipal, para fiscalizar o patrimônio arquitetônico, que são referencias e precisam do respeito às tradições para não acabar na lata de lixo da historia.
Uma simples fotografia é fonte de inspiração. Através daquele quadrado enxergamos recordações que valorizam e contam boa parte da historia do tempo, que passou sem pressa na cidade de Itiúba.
Solicitamos a todos, que tenha ou tiveram ligações com o nosso Município para que enviem cópias de documentos e fotografias antigas para enriquecer o acervo da Ong Serra de Itiúba, fundada pelos irmãos Pinto de Carvalho. Gestos assim, como enviar uma cópia via e-mail (ongserradeitiuba@gmail.com) ou pelo correio (Rua dos Artistas n٥ 01 – Itiúba – Ba. CEP 48850-000) certamente, terá o reconhecimento e o destaque devido quando for divulgada na Internet no site www.itiubense.kit.net e/ou através dos DVDs que são distribuídos gratuitamente.
Sou geminiano e filho de Joviniano daí o gosto para diversificar e sugerir estudos com base nos rastros dos mistérios que estão escritos no destino de cada um itiubense.

 

 

 

 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


fpcarvalho@globo.com