As Águas do Coité

Valmir Simões

 

Quando olhamos a Serra de Itiúba, vista do centro da cidade, em direção a antiga Fazenda do Estado, não imaginamos que no sopé, encontra-se a Barragem do Coité. Para mim e toda a garotada da época, era motivo de alegria quando se ouvia a noticia “ A Barragem do Coité tá sangrando” era uma euforia, pois o Coité  soltava água suficiente para riachos e cacimbas se encherem e a sobra enchia o açude do Jenipapo, formando outro local agradável para banhos. Nesta época de chuvas Itiúba ficava uma maravilha. Em recente conto do meu amigo Hugo (Guinho), lembrou muito bem os mergulhos na barragem do jenipapo, em um local de número 107. Não esqueço da cacimba do Ademir, a mais funda de todas, especial para saltos e cambalhotas, das suas margens. Corria sempre a noticia que era proibido tomar banho lá, pois era arriscado tomar um tiro de sal grosso. O desfile dos trajes de banho era interessante, calção em bom estado de conservação, outros nem tanto, e alguns como vieram ao mundo, preferiam tirar a roupa e ficar nu do que chegar em casa molhado e tomar uma surra dos pais. Aquelas águas barrentas nunca fizeram mal a ninguém. Nós mergulhadores daquele tempo continuamos ainda hoje vivinhos, contando a história, para os mais novos.

 

 

 

 

IR PARA O ÍNDICE DE CRÔNICAS DESTE AUTOR
IR PARA O ÍNDICE POR ASSUNTO
IR PARA O ÍNDICE POR AUTOR
IR PARA O ÍNDICE GERAL

 

Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


fpcarvalho@globo.com