Quanto vale um Pangaré

Valmir Simões

 

 

 

 

Itiúba, da minha infância, das boas lembranças da feira livre nos dias de sábado, livre para os comerciantes e fregueses e muito mais livres para os coitados dos animais que saiam um dia da roça para vir a cidade ver seus parceiros e parceiras. Pois é, ainda lembro-me da enorme quantidade de animais de todos os tipos que ficavam amarrados nas árvores, cercas e grades a espera dos seus donos, sem horário determinado para chegar, tudo dependia também da farra do patrão, pois era dia de encontros dos compadres e comadres que, às vezes, não se viam com frequência e tinham como ponto certo os bares e bodegas da vida para “Bebemorarem” e os coitados a sua espera. Naquele tempo valiam alguma coisa, hoje quanto vale um Pangaré? Nada, simplesmente nada.

 

 

 

 

 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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