O CAVALO BRANCO DO CARNAVAL

Hugo Pinto de Carvalho

 

 

Durante os festejos do carnaval uma das coisas mais bonitas de se ver era o desfile de cavaleiros com suas montarias bem arrumadas (para não dizer enfeitadas), acompanhando os blocos de foliões e mascarados pelas ruas da cidade, principalmente no domingo, primeiro dia da folia.


De todos os cavaleiros o mais animado e mais garboso era, sem dúvida, o Sr. Antônio Manoel, próspero comerciante, com sua impecável vestimenta toda branca e seu imponente e bem tratado cavalo branco. Era o primeiro a ir às ruas e o último a sair. Tornou-se uma tradição do carnaval.

Tinha, também, o Ranulfo com seu bonito, atlético e dançarino cavalo denominado “Berrador” dando upas como fazia o cavalo do Zorro nos filmes e, ainda, galopava ao ritmo da música da charanga. Não podemos esquecer do Casé com seu grande cavalo manga-larga-marchador de pelos brilhantes como seda e que tinha quase dois metros de altura, e o Teteiro com seu esguio cavalo de corrida, entre outros.
Velhos carnavais que não voltam mais...

 

SOBRE OS CARNAVAIS DE ITIÚBA LEIA TAMBÉM:
- BEBIDAS PARA OS MÚSICOS (pág.73) Fernando P. de Carvalho
- LEMBRANÇAS DOS CARNAVAIS (pág.107) - Valmir Simões
- BENDITO QUEROSENE (pág.94) - Djalma dos Anjos
- MONOPÓLIO QUEBRADO (pág. 87) - Ivan de Carvalho
- O MASCARADO MISTERIOSO (pág.15) - Hugo Pinto de Carvalho
- O DESCONHECIDO (pág.30) - Djalma dos Anjos
- O TEIA (pág.42) - Fernando P. de Carvalho

- A CHUVA DE PEDRAS (pag. 01) - Fernando P. de Carvalho

- CARETA MALAGUETA (pág.360) - Valmir Simões

- A FANTASIA DE CAÇADOR (pág.380) - Hugo Pinto de Carvalho

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

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