A Seca

Antônio Ricardo da Silva Benevides

 

 

 

 

Como o município de Itiuba sempre foi carente de água potável e muitas famílias, principalmente as mais humildes, não possuíam em suas residências, reservatório para acumular as águas das chuvas. O DNOCS, disponibilizava um caminhão pipa, pilotado por seu Pedro, que três vezes por semana deslocava-se  de Camandaroba para a sede do município a fim de abastecer as vasilhas que já estavam em frente a dezenas de casas, eram potes, tonéis, bacias, panelas etc. Aquele líquido precioso era utilizado exclusivamente para o consumo humano.
A construção de um bom reservatório demandava muito dinheiro, pois, o material utilizado era: areia, bloco de pedra, cimento e os famosos trilhos, também conhecidos como pau preto, que eram furtados nas altas madrugadas da RFF e utilizados na estrutura superior dos tanques de cimento, que serviam como cobertura.
Existiam outras opções para se conseguir água de boa qualidade, uma delas era a Cacimba Funda, situada no sopé da Laje Grande e o Chafariz da Sete Casas. As demais fontes eram de péssima qualidade a exemplo do Tanque da Nação e a Cacimba do Vintém.
Imagino que muitos dos nossos conterrâneos, contraíram verminose, por terem ingerido aquelas águas não recomendadas.

 

 

 

 

 

 

 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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