A FAZENDA DO ESTADO I

Fernando Pinto de Carvalho

 

 

Distante cerca de três quilômetros do centro da cidade ficava a Fazenda do Estado, chamada apenas de “Estado” por todos.


Fruto da louvável ideia de melhorar o rebanho de ovinos e caprinos da região, ela funcionou durante muitos anos cumprindo o seu papel. Depois, como sempre acontece neste nosso país, tudo foi abandonado e, por último, foi invadida pelo "movimento dos sem-terra" que, pelo menos, tornaram-na produtiva novamente.

Tudo era muito bem cuidado. Tinha bonitos currais, depósitos, escritórios, casas para empregados e a grande e bela residência do engenheiro-chefe.

Um engenheiro chamado Antônio administrou o local durante algum tempo e sempre comemorou o dia de seu aniversário (13 de junho) com uma festa junina nas proximidades de sua residência para onde muita gente da cidade se deslocava naquela data.

Dois colegas meus de escola, os irmãos Nilton e Adilson Cabral, por serem filhos do Veterinário da Fazenda, moravam lá, numa casa que ficava bem próxima do portão de entrada.

Outro engenheiro que dirigiu a Fazenda do Estado durante muitos anos foi o Dr. José Leandro Lago, Dr. Lago como era conhecido. Ele gostou tanto de Itiúba que se casou com uma filha da cidade, Aidil Azeredo, minha irmã.

No início o Governo Estadual dava tanta importância ao projeto que o primeiro motor-gerador de energia elétrica foi instalado inicialmente lá e só mais tarde transferido para a sede do município

 

SOBRE A FAZENDA DO ESTADO LEIA:
- A FAZENDA DO ESTADO II (pág.77) - Ivan de Carvalho
- A ESCURIDÃO NA FAZENDA DO ESTADO (89) - Valmir Simões
- A ESCURIDÃO NA FAZENDA DO ESTADO II (pág.92) - Ivan de Carvalho
- ANTÔNIO MOTTA (pág.145) - Humberto Pinto de Carvalho

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

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