A Toca do Cruzeiro

Valmir Simões

 

 

 

Na Sexta Feira Santa quem tinha fôlego subia, quem não tinha ficava espiando. A íngreme subida era um desafio, caminho estreito sem guarda mão, a segurança ficava ao lado, tôcos, galhos de arbustos, etc. o que dava e podia se agarrava para se chegar ao alto do cruzeiro, um ponto de referência neste dia. Vinho, pinga, rabo de galo, reza, namoro, tudo junto, do pé da cruz, para a famosa toca, onde ratos, preás e bichos peçonhentos eram os donos do pedaço durante o ano, mas na Sexta-Feira era nosso local preferido. Boas lembranças que eu e aqueles da minha época ainda guardam.




 

 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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