Quitutes e Quitandas

Valmir Simões

 

 

 

Toda pequena cidade do interior, onde falta trabalho para muitas pessoas, é comum a mãe de família procurar meios suficiente para ajudar nas despesas da casa. Em Itiúba nunca foi diferente. Naquele tempo, lá pelos idos de 1963, conheci muito bem pessoas que angariavam um dinheirinho bom, fazendo quitutes e guloseimas para vender em casa ou mesmo em quitandas, ou remunerando vendedores ambulantes com a comissão daquilo que era vendido. Tabuleiros, cestas, bocapios, serviam para transportar a mercadoria. Frutas em abundância eram lavadas, cortadas e colocadas em grandes tachos de cobre, mexidas com grandes colheres de pau, até atingirem o ponto ideal, tudo isso com a ajuda do velho fogão a lenha, indispensável na maioria das casas da cidade. Assim era a nossa Itiúba, que nos sábados da feira livre, muitas dessas iguarias ainda eram encontradas à venda nas quitandas e barracas . Às vezes, ainda me lembro da cocadinha de Licuri (Ouricouri), tão saborosa, que apenas uma não me satisfazia. Guardo comigo boas lembranças de tudo isso que pude vivenciar, enquanto criança e morador da minha querida cidade.




 

 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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