O Matuto

Antônio Ricardo da Silva Benevides

 

 

 

Em uma das nossas viagens de trem a Salvador, tivemos o desprazer de sermos acompanhados por homem conhecido na região como “Priquitá”. Ele era comerciante na vizinha cidade de Cansanção e como não conhecia Salvador, pediu ao meu pai, para acompanhá-lo nas andanças que faria na grande metrópole. Embarcamos em um domingo, às 22 horas, em Itiúba e, ao chegarmos à estação de Salgadália, a locomotiva que viajávamos precisou engatar-se com um vagão o que provocou um enorme ruído, Prequitá, que cochilava em uma das cadeiras do restaurante do trem, acordou assustado e gritou em voz alta: “olhe o buraco maquinista!”, reação essa que causou muitos risos dos passageiros ali presentes.
As gafes não pararam por aí, lá pela madrugada, Prequitá sentiu um pouco de calor e resolveu tirar a sua blusa de frio, levantou-se em direção a geladeira do restaurante e colocou dentro sua indumentária, imaginando que ali seria o guarda roupa do trem.
Ao chegar a Salvador, constatou que seu casaco estava congelado.


 


 

 




 

 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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