Os Cachorros da Matança

Valmir Simões

 

 

 

Naquele tempo, o melhor amigo do homem frequentava e batia ponto sem falhar no açougue e na matança. Uma pelanca aqui, um osso acolá, eram disputados pelos vira-latas do lugar. O cachorro que era acostumado a acompanhar o seu verdadeiro dono açougueiro, tinha lugar cativo dentro do açougue, às vezes, dormindo pelos cantos por ter acordado de madrugada com seu fiel companheiro com destino à matança. Os menos favorecidos, coitados, ficavam perambulando de um lugar ao outro a espera de um filho de Deus que tivesse compaixão para lhe dar algo para comer. Na antiga matança disputavam espaço com os urubus, era a lei do mais forte e do salve-se quem puder.




 


 

 




 

 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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