O Mergulho Proibido

Valmir Simões

 

 

 

Nós, Itiubenses acostumados com a seca do nosso sertão, tínhamos, na época de chuvas, uma alegria redobrada, principalmente os agricultores e os comerciantes, em razão dos bons resultados das vendas e das colheitas. Do outro lado a meninada ficava radiante pelas aguadas formadas pelas águas do Coité e riachos que corriam das encostas. Assunto já relatado por alguns amigos, neste site, com relação aos banhos nas cacimbas e lagoas. Não sei definir com clareza porque tanta proibição dos banhos, mas percebi que havia certo fundamento, alguns banhistas tinham idades superiores a da maioria das crianças e não era condizente tomar banho nu naquele local, correndo pela margem da cacimba para dar saltos mortais do jeito que a natureza pôs no mundo. Os tiros de espingarda com sal grosso ou apenas pólvora e bucha nem mosca espantava. A cacimba do Ademir era temida por esse tipo de comportamento do seu proprietário que, na verdade, era uma pessoa muito boa, compadre do meu pai, padrinho do meu irmão Deusdeth. Todos evitavam usar aquele local mais por respeito do que por medo do fogo da “Lazarina


 



 

 





 


 

 




 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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