As Mãos do Sulu

Valmir Simões

 

 

 

Quando a palavra é “Doido” as pessoas ficam assombradas e com medo desse tipo de pessoa. Dizem: “não tem juízo, pode, a qualquer momento, fazer algo com alguém e ficar por isso mesmo, o cara é “Doido”, pode ser preso, fica pouco tempo na cadeia e não dá em nada”. Na nossa Itiúba existia o Sulu que, se era doido de fato, pedra não jogava em ninguém, andava calmo, muito sossegado e era um guarda roupa ambulante, pois vestia todas as roupas, umas sobre as outras, ficando com uma largura fora do comum. Baixinho, não fedia a doido, como é o costume. Primava por ter o rosto sempre lavado e as mãos extremamente limpas, demonstrando desta forma uma higiene aparente. A lavagem constante das mãos é, sem dúvida, a rotina mais simples e da maior importância para o ser humano pois é através das mãos que conduzimos os alimentos á boca. Na verdade o Sulu foi uma figura diferente da maioria dos malucos que peregrinaram pelas ruas da nossa Itiúba. Por ser um tipo diferente e engraçado, já foi motivo de contos anteriores publicados neste site.


 

 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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