Boi Bravo

Hugo Pinto de Carvalho

 

 

 

Era um costume, em tempos passados, em Itiúba, os fazendeiros dar preferência para o abate ao boi mais bravo e de difícil criação em suas manadas, mas o problema era como conduzi-lo até o matadouro da cidade, uma façanha considerada das mais difíceis, e somente realizada pelos vaqueiros mais experientes. Depois de capturar o arredio animal nas matas, colocavam uma grossa máscara de couro sobre seus olhos, e ainda um pesado pedaço de pau amarrado ao pescoço – que era chamado de cambão - para impedir que o mesmo pudesse correr, e assim o bravo e arremetedor animal era conduzido por dois ou mais vaqueiros pelas estradas até a cidade. Às vezes, quando as distâncias eram muito grandes os touros costumavam “empacar” no meio do caminho, e como ninguém conseguia fazê-los seguir a viagem, o jeito era mesmo fazer o abate no local, gerando mais um problema para seu proprietário transportar a carne em carroças ou carros-de-boi.


 

 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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