Rabo de Galo, a Mistura

Valmir Simões

 

 

 

Lá na venda de seu Zé Simões, meu saudoso pai, como assim era conhecido por todos, no linguajar do nosso povo, era um local muito freqüentado pelos apreciadores de uma pinguinha ou misturada com raízes ou folhas, só sei dizer que eram vários litros consumidos durante a semana, onde muitos ficavam em infusão, debaixo do balcão ou lá no depósito dos fundos. Cassatinga, Pau de rato, Pau de resposta, Jatobá, Folha de Figo, Cambambá. O Rabo de Galo era mais consumido, por ser uma bebida contendo pinga com cinzano ou qualquer outro vinho, até mesmo o de maçã do Manoel Raimundo. Todos eles faziam o coitado que bebia cambalear ou se escornar pelos cantos.


 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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