MÁQUINA PESADA

Hugo Pinto de Carvalho

 

 

 

 

 

O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), quando terminou a construção do Açude de Camandaroba, deparou-se com o inusitado problema de como recolher uma pesadíssima Retroescavadeira de 10 toneladas para sua sede em Salvador, quando seus caminhões na época, tinham capacidade de apenas 6 toneladas.

É que no início da construção do açude, a grande e complicada máquina chegara desmontada e transportada em vários caminhões, e montada no local por técnicos americanos da própria empresa fabricante.

Como não havia ninguém que soubesse desmontá-la, teve-se que aguardar quase um ano a construção em Camaçari, de uma espécie de “prancha” de 28 pneus para ser puxada por um caminhão. Porém, quando este chegou a Cansanção, verificou-se que a tal “prancha” era mais larga que as estreitas pontes da precária estrada de barro para Camandaroba. E aí a solução foi ficar esperando que a complicada e pesadona máquina se locomovesse por meios próprios até lá para ser embarcada. E como a locomoção da geringonça era por meio de grandes e complicadas esteiras como os tratores, e não por pneus, ela e seu paciente condutor levaram vinte dias para percorrer o pequeno percurso de apenas trinta quilômetros. Se na época já existisse o “GUINNESS WORLD RECORDS” com certeza a tal máquina teria sido registrada como o veículo mais vagaroso do mundo.


 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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