O CANCÃO E O AÇÚCAR MASCAVO

Valmir Simões

 

 

Itiúba tinha naquela época um pujante comércio, porém o dia de maior movimento na cidade era aos sábados. Para atender à freguesia da Estrada de Ferro Leste Brasileiro, meu pai costumava fazer, antecipadamente, a pesagem de açúcar mascavo, açúcar cristal e, também, engarrafar querosene em litros. Um dia, quando estávamos fazendo isso, chegou Cancão de Celidônia, meteu a mão em um dos sacos e retirou uma pedra de açúcar mascavo que colocou logo na boca e ficou saboreando-a. Depois de certo tempo ele disse:


─ Rapaz tem um negócio estranho nesta pedra de açúcar.

Ao retirá-la da boca, enojado disse:

─ É uma cabeça de rã!

A rã deve ter entrado no saco quando o açúcar ainda estava sendo embalado na usina, só sei que o Cancão saiu botando os bofes para fora e depois dessa ele nunca mais quis saber de açúcar mascavo.

 

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